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Um encontro para comemorar o centenário Paulo Freire

Um encontro para comemorar o centenário Paulo Freire

Em torno de 80 trabalhadores participaram da abertura da 1ª Semana Paulo Freire da Fundação Julita, em comemoração ao centenário do Patrono da educação brasileira e o principal nome da pedagogia crítica no mundo.

“Celebrar Paulo Freire é celebrar o povo, a história de lutas e conquistas do povo todo”, disse Lucas Henriques, um dos organizadores do evento. A abertura inicia uma série de formações que foram pensadas e planejadas pela equipe de coordenação pedagógica da Julita, com a presença de convidados com currículo na trajetória freiriana.

“Tivemos o cuidado em pensar em temas e convidados para todos os programas da organização: Programa Primeira infância, Programa Criança e Adolescente, Programa Juventude e Programa Terceira Idade”, conta Renata Roza, coordenadora do Programa Criança e Adolescente da Julita.

Na Julita, acreditamos que todos(as/es) são educadores! Rosana Maria do Nascimento, que cuida da limpeza do Programa Primeira Infância (creche) da Fundação, participou de uma das formações da Semana Paulo Freire. “Foi muito legal;  foi a primeira vez que participei de uma formação assim foi na Julita. É muito bom pra gente pensar em coisas que geralmente esquecemos; a gente costuma ficar só fazendo, fazendo...”, conta ela.

Julita firma identidade na pedagogia de Paulo Freire

O gestor da Fundação, Jânio de Oliveira, relembrou os mais de 10 anos em que formações sobre Educação Popular, na perspectiva freiriana, foram sendo realizadas para trabalhadores da organização. “Foram várias tentativas e resistências, mas agora tivemos abertura para a educação popular e Paulo Freire adentrarem pelo território, com muita luta e com muito amor”.

A Semana Paulo Freire, teve duração de 5 dias e contou com a participação de 5 convidadas(os), que são referência ou referenciam seu trabalho na obra de Paulo Freire: o poeta e artista popular Costa Senna; a assistente social e professora da Unifesp, Francisca Pini; a pedagoga Fernanda Soares; a educadora popular Sônia Roseno e a doutora em Educação pela USP e coordenadora do Centro de Referência de Paulo Freire, Sônia Couto.

“Cada vez mais os planejamentos dos educadores devem levar em consideração a metodologia da Educação Popular. As atividades da Semana Paulo Freire tiveram o objetivo de contribuir para as equipes dos programas e centros da Fundação se entenderem como uma unidade, que tem seu todo interligado, e na qual todos(as/es) são importantes, seja o educador ou a equipe operacional (que cuida da limpeza, cozinha ou da manutenção dos espaços etc.). Todos são educadores! ”, disse Jânio.

Para Renata Moura, coordenadora do Programa Juventude, a ´Pedagogia da Autonomia´ reafirma a importância da amorosidade e da alegria no fazer, o compromisso do educador (educadora) em relação à sua função social, à sua proposta de transformação da realidade. “Quanto mais me debruço em Paulo Freire, mais percebo a importância do educador (educadora) no sentido da intencionalidade da ação e da reflexão crítica sobre o seu fazer. E se não trabalharmos de modo coletivo, a transformação social que queremos não vai acontecer”, finaliza.

Como foi a semana para os educadores?

(Não por acaso que os depoimentos finalizam com perguntas!)

“Nas formações, conseguimos vivenciar as problematizações do cotidiano, de questões simples da organização. A gente conseguiu também vivenciar o sentido de entender a contextualização do território, o que é entender o território na prática, e isso ficou muito forte. Uma coisa bem positiva foi trazermos  a importância de cada vez mais a parte operacional da nossa Fundação participar das formações junto com os outros grupos. Isso foi um ponto muito bacana, querer entender a participação deles, o educar junto com o outro. Como a gente pode também se educar neste processo de todo mundo se educa e a gente vai se transformando”? – Juliana Domingues, educadora.

As práticas de Educação Popular são extensivas para Educação Física. Temos formação continuada com o grupo de Jovens Monitores da Fundação Julita. Procuramos trazer nas formações uma resposta e, ao mesmo tempo, uma pergunta: o que tem de similar entre os conceitos de Paulo Freire e a nossa prática de Educação pelo Esporte aqui na Julita”? -  Regiany Maciel, coordenadora do Centro de Educação pelo Esporte.

“A semana Paulo Freire foi sensacional, ampliou nosso conhecimento. Foi a primeira vez que participei dessa reflexão maior. Entendi que, primeiro, é preciso transformar enquanto instituição, para depois pensar na possibilidade de usar a metodologia com os atendidos. Antes de transformar, preciso olhar para a instituição, olhar para o operacional, para a garantia de direitos. E ter presente os marcadores sociais enquanto educadores. A fala precisa acontecer com a prática. E ter uma reflexão constante sobre a prática. A práxis é coletiva, na qual precisam ser evidenciadas falas, como a dos idosos. Mas o quanto fazemos isso”? – Flávio Barbosa, educador.

Quem foi Paulo Freire?

É um dos nomes principais da área de educação no país, por isso considerado como patrono da educação brasileira. Foi autor de 25 livros, entre eles “Pedagogia do Oprimido” e “Pedagogia da Autonomia”. É o terceiro autor da área de humanidades mais citado do mundo. Foi professor na Unicamp e na PUC-SP (no Brasil) e, fora do país, na Universidade de Genebra, em Harvard, Cambridge e na Universidade de Massachusetts.

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