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Instituto Sol é parceiro da Fundação em prol de oportunidades na educação

Instituto Sol é parceiro da Fundação em prol de oportunidades na educação

Participar do processo seletivo para entrar em uma das melhores escolas particulares da cidade foi, na opinião da aluna Evelyn dos Santos, 15 anos: “tenso e, ao mesmo tempo, bom”.

Educanda do Programa Paineira da Fundação Julita, Evelyn foi uma das cinco candidatas da organização a tentar bolsa em colégios reconhecidos, como Bandeirantes e Santa Cruz.

Esta oportunidade partiu de uma parceria com o Instituto Sol, que tem como objetivo selecionar, anualmente, jovens de baixa renda, que estejam cursando o 9º ano do Ensino Fundamental na rede pública e que queiram trilhar novos caminhos ingressando em escolas particulares de São Paulo.

O Instituto nasceu com o intuito de oferecer oportunidade para os menos privilegiados: “Não se levava em conta o potencial de aprendizado dos alunos, apenas a nota; só que tem muita gente que tem capacidade de aprendizado, mas não tem oportunidade”, esclarece Camila de Souza Queiroz Du Plessis, diretora executiva do Instituto Sol.

O sonho da aluna Evelyn é ser médica e ela continua acreditando que vai conseguir. Sobre a seleção, disse ter sido tenso por conta das provas, principalmente de matemática, e também foi bom porque ela pôde sair e conhecer um local diferente, no caso o Colégio Santa Cruz.

Ineficácia do ensino público

“Fiquei triste por não ter passado (no processo de seleção do Instituto Sol), a prova foi difícil porque caíram algumas coisas que não tinha estudado ainda, apesar de estar no 9º ano da escola. Seria muito bom passar porque teria um ensino bem melhor do que tenho aqui; na periferia tem muita falta, de professor, de material”, explica Evelyn.

As ausências no ensino público são conhecidas de todos; fica mais claro ainda vendo o exemplo de Evelyn, afinal o conteúdo da prova de seleção para a bolsa não tinha sido dado na escola e deveria ter sido.

Instituto Sol

O Instituto Sol nasceu há três anos. É a primeira vez que o Instituto faz parceria com a Fundação Julita. São apoiados seis jovens por ano, com bolsa de estudo e bolsas auxílio nas escolas particulares (transporte, alimentação, saúde, uniforme etc.) e acompanhamento durante todo o processo. O acompanhamento é proporcional: vai desde o início do ensino médio, envolvendo cursinho particular, faculdade e primeiro ano de inserção no mercado de trabalho, durando um total de 9 a 10 anos dependendo da profissão. Hoje tem 17 jovens apoiados e o Instituto está preparando mais 6 jovens até fim do ano.

“Voltamos o nosso olhar mais para qualidade do que para a quantidade: análises de retorno sobre investimento social e o quanto impactam os beneficiários já mostram que a quantidade não é o principal. Por isso, a opção do Instituto Sol por seis jovens por ano. O mais importante é como esse jovem pode se perceber neste processo de estudo. Muita coisa acontece quando o jovem passa a estudar diferente; os irmãos se envolvem, os pais voltam a estudar, ou seja, proporciona um ambiente diferente na família”, conta Camila.

Sair mais preparados para os estudos

Antes da seleção dos seis jovens para receber a bolsa da escola participar, um grupo entre 50 a 55 jovens é encaminhado para um cursinho preparatório. “Durante 6 meses, o grupo tem aulas de português, matemática e treino de redação. Há o benefício para esses jovens também, vai para além dos seis beneficiados com a bolsa; percebemos que eles saem mais preparados para fazer ensino médio seja na escola pública ou em Etecs. Entendem o estudo de forma diferente, constroem uma trajetória de estudo diferenciada, porque passam a ter outro horizonte”, avalia Camila.

Ela conta que: “Neste processo (do cursinho), percebemos o tamanho do potencial de aprendizado desses jovens. Eles não aprendem porque a escola não dá conta; falta ambiente de estudo, professores. No cursinho, eles aprendem em seis meses o que não aprenderam em anos, ou seja, a curva de aprendizado é muito positiva, tem uma riqueza e traz um reforço para a autoestima, pois eles quebram mitos de que não são inteligentes, não tem competência. O que eles não têm é ambiente propício para o estudo”. 

 O processo de seleção do Instituto Sol é bastante rigoroso e inclui: análise da renda familiar (que deve ser de meio salário mínimo per capita, provas online e presenciais, cartas e vídeos de intenção do aluno e da família, análise de histórico escolar, além da estrutura familiar que deve garantir um ambiente de apoio e proteção em relação aos estudos. Depois do cursinho, eles fazem teste de ingresso nos colégios, que é de onde saem os seis selecionados.

Expectativa de parceria com a Fundação

A parceria entre a Fundação Julita e o Instituto Sol está, nas palavras da diretoria executiva do Instituto, na fase de início de namoro. “Queremos expandir e ter jovens da Fundação e outras organizações no nosso programa de apoio. Seria ideal poder identificar já no começo do ano aqueles que têm condições de passar no processo, estimular as famílias a ter uma relação com o estudo diferente. Temos que desmistificar o conceito que o impacto acontece quando envolve uma grande quantidade de alunos. Na verdade, o impacto acontece quando se consegue envolver apenas um jovem (com qualidade), pois ele tem poder de multiplicação muito grande”, finaliza.

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