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jul

Impactando melhorias ecológicas no território

Impactando melhorias ecológicas no território

O Dia Mundial do Meio Ambiente foi em maio, mas, aqui na Fundação, o dia do meio ambiente é todo dia! A questão ambiental está na essência das atividades da Julita. Há 10 anos foi criado o Centro de Educação Ambiental da Fundação Julita com a proposta de difundir ações ecológicas e pedagógicas e se tornar um centro de referência em trocas e práticas da permacultura.

Neste período foram realizadas diversas atividades com uma metodologia pedagógica continuada, que vai desde a primeira infância até a juventude, por meio de vivências com os 4 Elementos da Natureza e o manejo e a construção de habitats ecológicos.

Tendo como base a permacultura, o CEA já implantou ações ecológicas que impactam todo o território.

  

Podemos citar o aumento de vegetação na Fundação e o manejo hídrico influenciando na qualidade climática. Temos os jardins formadores de nuvens como o círculo de bananeira, aumentando a umidade do espaço e atraindo animais e insetos com a oferta de alimentos nos jardins. Um resultado especial foi fazer com que o maior volume de chuvas que cai na organização que antes causava enchentes na creche da Fundação e até de algumas casas vizinhas agora já enriquecem nossos sistemas, infiltrando grande parte nos jardins da organização, alimentando o lençol freático e beneficiando possíveis poços de casas vizinhas, além de melhorar a disponibilidade hídrica para todas as árvores e plantas existentes na organização, além de também serem captadas nas 3 cisternas existentes que, juntas, acumulam 75.000 litros de água de chuva”, explica a coordenadora do Centro de Educação Ambiental, Flávia Cremonesi.

Construídas em mutirão, espaço tem 40 práticas sustentáveis

Nesses anos também foram implantadas 40 tecnologias permaculturais. Por meio de mutirões, são construídas práticas sustentáveis de baixo custo como alternativa aos problemas ambientais da comunidade, tais como canais de infiltração de água, círculo de bananeiras, minhocário, estercário, composteira, hortas e as cisternas, biodigestor e técnicas de bioconstrução, que, segundo Flávia, “foram as ações que mais mobilizaram interesse na comunidade”.

Vitrine de tecnologias abertas à visitação

Como um espaço de partilha de conhecimento, todas essas tecnologias encontradas no espaço da Fundação Julita são abertas à visitação, tornando-se um roteiro ecológico de aprendizado.

É muito importante que as tecnologias que temos implantadas na organização sejam modelo para outros espaços, seja no território ou em outras comunidades, e nosso objetivo principal ao criá-las é que possam ampliar a visão das pessoas de como encontrar soluções simples e sustentáveis para o ambiente. Por isso, é fundamental que o Centro de Educação Ambiental possa compartilhar essas experiências com os diversos territórios. Todas as tecnologias criadas são de simples execução e muitos versáteis quanto ao uso de materiais, possibilitando o desenvolvimento de autonomia para a aplicação delas em qualquer situação”, afirma Flávia.

A importância de compartilhar o conhecimento

Essas tecnologias têm se tornado referência no território e vem se expandindo para outras organizações. Recentemente, o Centro de Educação Ambiental, foi citado pelo Sesc Interlagos como uma das instituições com iniciativas inspiradoras que promovem a relação entre a criança e a natureza, e também esteve na programação do Abraço Guarapiranga 2021, importante evento de troca de saberes em prol do meio ambiente e na busca de uma nova cultura de cuidado com a água.

Somando-se a essa vitrine de práticas sustentáveis, a metodologia de Educação Ambiental desenvolvida pelo CEA tem apresentado resultados inspiradores e temos espalhado essas sementes no território com formações de professores da organização e também de outros espaços educadores, além de publicações em congressos e simpósios de educação ambiental para que metodologia possa ser compartilhada aos 4 cantos do mundo e experimentada nos diversos contextos comunitários”, complementa Flávia.

e-Book sobre PANCs

Agora durante a pandemia, com o momento de insegurança alimentar, o CEA buscou uma forma de compartilhar conhecimentos e habilidades que possam gerar autonomia para as pessoas e lançou o ebook “PANCs – Plantas alimentícias não convencionais”, com receitas e curiosidades de alimentos encontrados facilmente em qualquer região.

Tudo começou com o mapeamento dessas plantas na organização. Resolvemos montar um manual para identificação. Era para ser algo simples no início, com foto da planta e informações de como consumir. A partir do desenvolvimento desse trabalho, pensamos que ter alguma receita poderia facilitar no desejo dos envolvidos na formação de experimentarem essas plantas em suas casas. Depois começou ficar bonito demais e o abrilhantamos com trechos de poesias que abordam a natureza. Ficou tão melhor do que o planejado que decidimos transformar em e-book e disponibilizar para outras pessoas além da organização. Temos também o objetivo de disseminar essa formação (onde visitamos as plantas nos jardins que se encontram) para as famílias e beneficiários a partir do momento do retorno das atividades presenciais, quando isso for possível”, finaliza a coordenadora.

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