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Fundação realiza formação para professores em educação ambiental

Fundação realiza formação para professores em educação ambiental

Junho é o mês do meio ambiente, mas aqui na Fundação não tem data certa para refletir ou aprender mais sobre as questões ambientais. Todo dia é dia de educação ambiental!

Para além da metodologia que o Centro de Educação Ambiental da Fundação dissemina, batizada de “Os 4 Elementos da Natureza”, que desenvolve vivências e aprendizados desde a primeira infância até a juventude, a Fundação abriu as portas e “seu maravilhoso e único espaço verde” para compartilhar seus aprendizados com professores da rede pública de ensino (Educação Infantil e Fundamental I e II).

 Entre os dias 1 e 29 de junho, aconteceu o curso “Os 4 Elementos da Natureza na Educação Escolar”, que foi ministrado pela equipe do Centro de Educação Ambiental da Julita dentro da programação do IANT – Ideias e Ações para um Novo Tempo, promovido pelo Sesc.


 Foram três dias de formação, 15 horas de curso, 15 atividades práticas e 30 participantes. Entre os temas abordados estavam: os desafios da educação ambiental no contexto urbano e na escola, para além da reciclagem. Os professores puderam conhecer conceitualmente e experimentar a metodologia de educação ambiental da Fundação Julita por meio da vivência com os quatro elementos na natureza: água, terra, fogo e ar.

 Vivências na natureza são fundamentais

“Frente aos desafios planetários de permanência do homem na terra, o resgate da conexão do humano com a natureza se faz urgente. O distanciamento e os desconhecimentos dos elementos e fenômenos naturais, ao passo que nos afasta da natureza, nos impõe limites no poder criativo e crítico na construção de uma nova forma de existir, com justiça social, ambiental e econômica. As vivências na natureza promovem saúde e bem-estar e são fundamentais no desenvolvimento de todo indivíduo na construção de valores humanos e planetários”, contextualiza Flávia Cremonesi, coordenadora do Centro de Educação Ambiental.

 Segundo professores, curso agregou para a vida e para a profissão

Para muitos professores participantes da formação, o curso agregou profissionalmente, mas também para a vida. “Busquei trazer outro olhar para os animais, para os seus direitos. E a conexão com o homem. Todos os animais sabem onde tem água, comida e como fazer sua casa. A gente perdeu isso. E essas são justamente as coisas mais importantes para nossa sobrevivência. A gente se afastou do conhecimento do que é essencial para o nosso cotidiano. E essas três grandes áreas (onde achar água, comida e moradia) cabem em todas as disciplinas. Por que não considerar na matemática, no ângulo da hipotenusa, um meio de como usar esse conhecimento para construir nossa própria casa?”, questiona Flávia.

Muitos saíram da Fundação dizendo que foi o melhor curso da vida e, com “gostinho de quero mais”, pediram para ter o módulo 2. Entre eles, Jane de Oliveira Pereira declarou: “Foi o melhor curso que participei na minha vida, despertou minha consciência de mundo e a necessidade de valorizar e cuidar melhor de todos. Quero fazer de novo’’!

 Falta de respaldo para o professor

Segundo Flávia Cremonesi, a educação ambiental virou política pública, mas nem sempre o professor tem formação que possa ajudá-lo a desenvolver atividades envolvendo os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável) – que devem ser implementados por todos os países do mundo durante os próximos 15 anos, até 2030 –, Agenda 21, ações de sustentabilidade.

“Como o professor não encontra bases para o seu planejamento, acaba só pensando em reciclagem e horta, que são as referências que ele tem. E olha que horta de alimentos é bem difícil de manter por conta do manejo. Talvez valha mais pensar no cultivo de um jardim de flores para atrair beija-flor ou em uma horta de medicinais”, sugere ela.

James Andreas Maier, formador responsável do Núcleo de Educação Ambiental e Educação de Jovens e Adultos da DRE (Diretorias Regionais de Educação), apontou os benefícios da formação oferecida aos professores:

“A imersão no universo da educação sustentável tanto pelo local (pela Fundação Julita) como pela competência de quem estava ministrando a formação foi um diferencial, pois não se restringiu a um conteúdo teórico com pouca aplicabilidade como muitas vezes vivenciamos em outras formações. Sendo assim, esta atividade, em especial, teve importância ímpar por suprir a carência dos docentes de formações de cunho mais prático e por dar uma visão holística das práticas de educação ambiental e formação integral dos alunos, atos que vão de encontro ao Currículo da Cidade”.

Um outro olhar sobre o meio ambiente

Depois da formação, os professores certamente saíram com um outro olhar. “Tiveram falas, como ‘passei a olhar para a escola de outro jeito; percebi um espaço, um cantinho que nunca tinha visto; a olhar as árvores de outra forma; antes pedia pras crianças se afastarem das árvores, agora levo as crianças até lá’”, conta Flávia.

 Além dos três dias de formação, a Fundação participou de uma roda de conversa com a presença do Instituto Alana e do Coletivo Dedo Verde. O assunto era sobre o “Desemparedamento na Infância”. E nada melhor do que contar a experiência da Fundação Julita, com seus mais de 4 mil m² de Mata Atlântica secundária em meio à comunidade do Jardim São Luís.

“No evento, contei do grande desafio da educação ambiental na Julita, o quanto tivemos de percorrer caminhos que culminaram na metodologia “ Os 4 Elementos”, conta Flávia. Hoje, a metodologia é referência de educação ambiental, sendo disseminada para escolas públicas e organizações sociais do entorno.

 

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