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dez

Equipe da Educação Infantil participa de curso de “Comunicação Não-Violenta”

Equipe da Educação Infantil participa de curso de “Comunicação Não-Violenta”

Prática estimula a empatia e impacta diretamente os beneficiados da Fundação.

Reunidos em círculos e trocando experiências, a equipe do Programa Castanheira (Centro de Educação Infantil - CEI) – educadoras, educadores e equipe operacional – participaram neste ano de um curso de Comunicação Não-Violenta (CNV), com a facilitadora Camila Goytacaz, que é jornalista, pós-graduada em Comunicação Institucional, professora de Comunicação e Liderança na FGV-SP além de autora do livro “Até Breve, José”.

 A CNV é um processo de pesquisa contínuo pensado e desenvolvido pelo psicólogo, Marshall Rosenberg, como um conceito de comunicação capaz de estimular a compaixão e a empatia nos mais diversos tipos de relacionamentos. É uma das ferramentas para a promoção da Cultura de Paz.

Há 7 anos eu trabalho com a prática da Comunicação Não-Violenta em cursos, feiras, retiros e workshops, sempre reforçando que começamos a praticar a não violência a partir de nós mesmos e, assim, aprendemos a nos conhecer e a nos cuidar melhor, a nos comunicar conosco e com o mundo a partir de um lugar de sentimentos e autenticidade, em que nos apoiamos na confiança, no apoio mútuo e na ação colaborativa e cooperativa”, explica Camila Goytacaz.

“Prezar pelo acolhimento e empatia” 

Diante da importância do conceito da Comunicação Não-Violenta, a Fundação fortalece a sua linha de atuação pedagógica, como sintetiza Carolina Souza, coordenadora do Programa Castanheira, que beneficia 335 crianças de 04 meses a 5 anos e meio.

Lidamos de perto com a riqueza e a diversidade das famílias. Buscamos sempre melhorar nossas interações e convivência com elas, prezando sempre o acolhimento e a empatia. Diante disso, percebemos que a CNV contribui nas ações das educadoras com as crianças e suas famílias”, analisa.

Por uma educação humanizada

 Durante os encontros de Comunicação Não-Violenta, a equipe pode compartilhar fatos vivenciados no dia a dia, o que ajuda na resolução de conflitos e na busca de alternativas.

E essa busca por uma nova perspectiva é central para o desenvolvimento de uma base educacional que entenda a realidade do território, com suas dificuldades, desafios e potencialidades. 

“É enorme e notável o interesse dos educadores por essa ferramenta tão poderosa que melhora relacionamentos e comunicações. Todos têm sido muito participativos, atentos, engajados e generosos com o grupo e comigo durante o workshop. Especialmente em um ambiente tão dedicado à primeira infância e à adolescência, em uma região que precisa tanto de todas as ferramentas possíveis para tornar o acolhimento, o dia a dia, o trabalho e a prática com crianças mais amorosa e fluída. A CNV chega como um excelente recurso, tanto no sentido de ser aplicado no dia a dia, como em seu âmbito inicial, onde ela verdadeiramente começa, que é no autoconhecimento”, esclarece Camila, facilitadora da CNV.


A construção de uma sociedade que se respeita

Em um momento histórico onde casos de intolerância e violência atingem diversas camadas da sociedade, a CNV é uma alternativa real para mudanças:

Considero fundamental que a não-violência e as ferramentas de comunicação baseadas nesse método estejam presentes em todos os níveis estruturais e organizacionais da sociedade. Pois, se a violência existe e se reproduz de forma sistêmica em todas as esferas sociais, é absolutamente necessário que também o seu antídoto - a não-violência - também seja igualmente vista, reconhecida, apresentada, praticada e enraizada em todos os níveis, a partir do pessoal, para então transformar a interação entre pessoas. Em seguida, entre grupos; depois, entre núcleos e organizações e, assim, progressivamente crescendo e se fortalecendo, até finalmente nos impactar de forma sistêmica, como sociedade. Eu acredito que isso é possível, que já está acontecendo a busca e a mudança para que possamos viver mais harmoniosamente, de forma igualitária, justa, saudável e conectada”, conclui a facilitadora.

  

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